Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça. Ou quase isso...

Parafraseando Glauber Rocha:"Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça". Ou quase isso.../Desde Fevereiro de 2015.
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17 setembro 2016

PESQUISAS INVESTIGAM RELAÇÕES ENTRE AS CULTURAS E O MEIO AMBIENTE EM CHAPADA DO NORTE MG NO VALE DO JEQUITINHONHA

Daniel Renaud, pesquisador vem desenvolvendo investigações sobre as relações entre as culturas e o meio ambiente no município de Chapada do Norte MG no Vale do Jequitinhonha, além de um estudo sobre a possibilidade de auxiliar na preservação da cultura e dos saberes locais através da educação. E com esse intuito vem trabalhando projetos sobre a cultura da região, entre eles: Músicas e Cantigas do Vale, Contos, Lendas e Histórias de Chapada do Norte e o Projeto Bênçãos, Rezas e Orações.
O Projeto Músicas e Cantigas do Vale possui uma página na rede social Facebook e pode ser acessada através do link: https://m.facebook.com/Projeto-M%C3%BAsicas-e-Cantigas-do-Vale-175201762901071

Os materiais produzidos são sobre a cultura de Chapada do Norte MG com foco nos distritos de Cachoeira do Norte, Santa Rita do Araçuaí e São Sebastião de Boa Vista. 
Foto da capa: comunidade da Moça Santa: Maurício Costa

20 junho 2016

INTERVENÇÃO DO GOVERNADOR DE MINAS GERAIS FERNANDO PIMENTEL DETERMINA A EXECUÇÃO DE OBRA PARA SANAR CRISE HÍDRICA EM CHAPADA DO NORTE MG

O município de Chapada do Norte MG vem sofrendo há alguns anos com a crise hídrica que assola a região, afetando a sede, distritos e povoados. A ausência de chuvas, o assoreamento, a preservação da mata ciliar, falta de trabalhos de prevenção e conservação das nascentes, dos rios, a conscientização e outros fatores foram determinantes para que Chapada do Norte MG atravessasse secas semelhantes ás regiões mais secas do Brasil. E nos últimos tempos apenas soluções imediatistas foram tomadas para amenizar o problema que se tornou comum e reincidente ano após ano. Políticos, lideranças locais e pessoas da sociedade civil tem tentado em vão há algum tempo chamar a atenção das autoridades mineiras para uma crise que afeta drasticamente famílias, instituições, festas tradicionais, a natureza... enfim toda a região e sua história. A população já estava sem esperança.  Mas surgiu uma luz no fim do túnel.
O governador do Estado de Minas Gerais Fernando Pimentel esteve na cidade de Minas Novas no Vale do Jequitinhonha em 03 de Junho de 2016 para entrega de 350 títulos de propriedades rurais para famílias do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas.
Na oportunidade políticos e lideranças chapadenses fizeram chegar ao seu conhecimento a grave crise hídrica que o município de Chapada do Norte vem enfrentando de forma severa nos últimos anos.

E neste mesmo dia o secretário interino de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais Gustavo Xavier veio á Chapada do Norte MG para ver de perto o tamanho do estrago causado pela falta de água e todo o enorme sofrimento da população local causado por este problema.
O secretario reuniu-se na prefeitura com o prefeito Ronaldo Lourenço Santana para inteirar-se com mais informações das dificuldades da população sem água nas torneiras por longos períodos e traçar quais seriam as medidas tomadas. Posteriormente em entrevista na Rádio Bonsucesso de Minas Novas Gustavo Xavier disse que reuniu-se com o prefeito Ronaldo Lourenço, Leandro Evangelista e com o vereador Bocais. Relatou sobre o projeto de captação da água e afirmou que a Copanor e a Cemig participarão no desenvolvimento e que em tempo recorde o problema de água no município estará resolvido. Na mesma entrevista o prefeito Ronaldo Lourenço Santana confirmou que o governador estará presente na inauguração do projeto de transposição de água e que beberá o primeiro copo d’água deste projeto. O assessor do governador Zé Pedro também afirmou nesta entrevista o empenho do governador para que este projeto saia logo do papel e comece á ser executado.
As instalações de adutoras para puxar água do Rio Araçuaí no distrito de Santa Rita do Araçuaí e perfuração de poços artesianos com maior profundidade foram às primeiras hipóteses levantadas.  Segundo Gustavo Xavier o governador Fernando Pimentel irá disponibilizar os recursos necessários para que a Sedinor execute com urgência o projeto. Há o áudio onde o governador afirma que recebeu a demanda chapadense do prefeito Ronaldo Lourenço Santana e que em caráter de urgência pretende ligar água em Chapada do Norte MG
Em seu perfil na rede social Facebook o assessor do governo José Pedro Cordeiro postou que será construído em caráter de urgência a canalização para captação de água do Rio Araçuaí no distrito de Santa Rita do Araçuaí. Na postagem também diz que o secretario Gustavo Xavier e o prefeito Ronaldo e já acertaram as  últimas tratativas para iniciar a obra e que neste período a Sedinor e Copanor desenvolveram algumas ações e está programado que os trabalhos iniciem-se ainda no corrente mês de Junho.
E com a divulgação destas informações renova-se a esperança da população chapadense por dias em que a água, um bem tão precioso e essencial, seja mais presente no cotidiano das famílias chapadenses.
Mas, contudo, ainda permanece a necessidade de reforçar a conscientização quanto o racionamento da água, revitalização das nascentes, projetos de prevenção relacionados à falta d’água, conscientização nas escolas e igrejas, mais espaço para educação ambiental nas escolas e atenção necessária também ao Rio Araçuaí. Visando que ele não venha um dia á encontrasse-se no estado de calamidade no qual o Capivarí se encontra.
E principalmente: que Deus abençoe o Vale do Jequitinhonha com dias mais fartos de chuva e por períodos muito maiores.
Em sua página na rede social Facebook o deputado estadual dr. Jean Freire afirmou que através de uma solicitação sua o governador Fernando Pimentel destinou os recursos para combater os efeitos da seca em Chapada do Norte MG e que foi ele quem solicitou ao governador que a água do Rio Araçuaí foi captada para amenizar a seca do município de Chapada do Norte MG.

Fontes: sedinor.mg.gov.br
Rádio Bonsucesso
Perfil no Facebook de José Pedro Cordeiro
Página no Facebook :Dr Jean Freire

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Fotos: Perfil no Facebook: José Pedro Cordeiro

06 novembro 2015

POPULAÇÃO CHAPADENSE VIVE DIAS DE ANGÚSTIA, SOFRIMENTO, REVOLTA E INCREDIBILIDADE POR CAUSA DA CRISE HÍDRICA

No ano de 1995 estive em Pesqueira/Pernambuco com o médico Dr. Joaquim Souto Filho para acompanhar um grande evento de teatro que acontecia na cidade. Além do envolvimento das pessoas com a cultura local, outro fato me chamou a atenção: a forte crise hídrica que a cidade atravessava. Nas casas que fui às pessoas tinham reservatórios de água em casa, ás vezes em um cômodo da residência específico para tal armazenamento.  O rio que abastecia a cidade estava seco. E nas ruas havia enormes filas de moradores aguardando por baldes com água fornecidos por carros pipas. E nas casas havia uma organização das famílias para economia de água. Mesmo acompanhando pela TV as notícias sobre a seca do Nordeste, fiquei na época perplexo em presenciar estas cenas do sertão nordestino. Principalmente por que naquele período tínhamos água em abundância no Rio Capivarí.
De lá para cá se passaram vinte anos, e as cenas que temos presenciado nas ruas de Chapada do Norte MG, são muito semelhante ás de Pesqueira ou á aquelas que a televisão repetia com freqüência sobre a seca no Nordeste: enormes filas de chapadenses aguardando para conseguir um balde d’água, relatos de moradores sobre as dificuldades enfrentadas, muita preocupação á respeito de qual será a solução para o problema, abusos e cenas de desrespeito com o próximo, cansaço, desânimo.
Repete-se no município de Chapada do Norte MG a crise causada pela falta de água, e seus moradores tem vividos dias de angústia, desespero, incredibilidade e sofrimento: o Rio Capivarí está seco, a estiagem dura já por um longo período de meses, o forte calor impera neste período, a Copanor, empresa responsável pela distribuição da água encontra sérias dificuldades para distribuir água, e por enquanto soluções ainda não apareceram.
Há bairros onde os moradores têm relatado que não receberam água em suas residências após o término da Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos que se encerrou em 12 de Outubro.
Paliativamente foram distribuídas em alguns bairros da cidade caixas d’água de dez mil litros cada uma e os moradores organizam-se em filas para pegar água. Há registros de pessoas nas filas durante o dia, tarde, noite e madrugada, desde crianças á idosos. Alguns proprietários de poços artesianos têm abastecido seus lares e também de vizinhos, amigos e familiares. Outros têm buscado água em seus próprios veículos. Outras famílias têm recorrido a Bica e lá uma multidão se organiza para trazer alguns litros e em outro bairro uma torneira tem sido a salvação de vários moradores. Por outro lado há famílias compostas por idosos, por deficientes, por vítimas de AVC, acamados por outros males e outros grupos que não possuem condições de sair de casa para buscar água. Para estas o tormento é muito maior. E um dos recursos encontrado é pagar para que alguém faça o serviço. O sofrimento também é enorme para famílias que não possuem caixas ou vasilhames para armazenamento e que viviam usando a água que saía da torneira.
Na reunião da Câmara de Vereadores realizada em 03 de Novembro houve a participação de várias pessoas em busca de informações sobre quais medidas seriam tomadas para encontrar uma solução para o problema. Cada vereador relatou o que desenvolveu até agora para amenizar a crise. Mas os presentes queriam ouvir mais. Um grupo de manifestante via WhatsApp organizou um protesto para acontecer durante a reunião, mas a Polícia Militar foi chamada e compareceu ao local para acalmar os ânimos. Mesmo assim após o fim da reunião houve vaias e pedidos para que soluções sejam encontradas o mais rápido possível.
Os presentes na reunião queriam que o poder público apresentasse medidas emergenciais para amenizar a crise hídrica e que providenciasse carros pipas para atender a população que tanto sofre. Mas segundo informações repassadas na reunião isto não é possível no momento, considerando que o município atravessa também uma crise financeira forte.

E assim a cidade vai vivendo dias de desespero, dificuldades e muito sofrimento. Problema que também atingiu alguns distritos. E a pergunta fica no ar: até quando a população chapadense viverá constantemente com a falta de água?










Fotos de usuários do WhatsApp e Facebook










Fotos: Maurício Costa

31 julho 2015

CHAPADA DO NORTE MG SOFRE COM A ESCASSEZ DE CHUVAS E A SECA NO VALE DO JEQUITINHONHA

O município de Chapada do Norte MG no Vale do Jequitinhonha sofre há muito tempo com a escassez de chuvas durante o ano que contribuiu com a enorme diminuição do nível de água de rios e córregos. Muitos córregos do município secaram completamente fazendo que muitas famílias migrassem da zona rural para a zona urbana. Nasceram novos bairros (Céu Azul, São Geraldo...) e com isso a população aumentou muito nos últimos anos. O Rio Capivarí que abastece a cidade, neste período assistiu seu nível de água abaixar drasticamente. Os moradores de Chapada do Norte possuem a lembrança de uma época ainda nos recentes anos 80 e 90 onde o Capivarí possuía um grande volume de água, uma boa quantidade de peixes, muito verde, e de momentos de lazer durante toda a semana, em que a diversão era ir ao rio tomar banho, mergulhar, pescar e fazer farra na beira do rio levando comida e bebida. As lavadeiras de roupa ao lavar a vasilha do almoço viam uma grande quantidade de peixes emergirem atrás dos farelos de farinha e bagos de arroz na água. Era um espetáculo da natureza local. Havia um mito na época que aprendíamos a nadar ao engolir um peixinho vivo. E muitas crianças o fizeram. Era fácil pegar um peixinho no rio. O local conhecido como “Barragem” era um dos principais locais de encontro das pessoas. Lá era possível brincar de competição de natação indo e voltando entre os seus extremos; pular do Pau D’Óleo (uma árvore ás margens do rio) na água e ver quem mergulhava mais fundo e conseguia trazer areia do fundo, mas à medida que íamos afundando a água ia ficando mais gelada e mais escura e com isso era comum retornamos a superfície por precaução ou medo. A Mãe Vitória era um local também no espaço denominado “Barragem” muito atrativo por possuir areia na margem do rio, o que dava a sensação de uma praia, usada tanto para a prática esportiva como a prática de entretenimento como churrasco e piquenique. Esses eram espaços usados mais freqüentemente pelos moradores da região da cidade conhecida como “Rua de Cima”, mais ou menos entre as Igrejas do Senhor Bom Jesus, Igreja do Rosário e o antigo campo de terra (hoje Estádio Municipal Durval Queiroga Pinto). Outro ponto de encontro muito freqüentado neste período era o “Cachoeirão”. Nele era possível ir escorregando numa espécie de tobogã natural de uma ponta na outra na cachoeira. Próximo dali o “Bambú” era outro espaço de muita movimentação pelo poço onde se tomava banho e pela praia ao lado que servia para a prática do futebol de areia.  Próximo da ponte localizada na Rodovia BR 367 que liga os municípios de Chapada do Norte a Berilo ficava o poço denominado Poço de Xilô (segundo fontes do historiador Magno Wagner Ribeiro, conhecido como Chiquito), mas popularmente chamado de Poço de Maria de Américo. Era um poço perigoso devido a sua profundidade. E era recomendado que somente os mais experientes nadadores fizessem uso deste espaço. Ainda havia o Biquinha, onde se tomava banho tranquilamente e jogava-se peteca, além de outros tipos de farras saudáveis. Mas hoje isso tudo é apenas lembrança. O Rio Capivarí praticamente secou. Em poucos pontos é possível encontrar água corrente. Hoje vemos muita seca e pedregulhos onde outrora corria muita água. Apenas em períodos raros de chuvas do ano é possível ver uma quantidade boa de água no rio. Mas dura pouco tempo. Geralmente com água suja da mistura com lama. Quando se inicia o ano em Chapada do Norte MG a população começa a indagar-se sobre quanto tempo o rio terá forças para “correr” e o que será do abastecimento da cidade.  O ano de 2013 foi o pior dos últimos anos na cidade com a grande crise de falta d’água nas torneiras. A população passou semanas comprando água dos carros pipas e comprando caixas d’águas e tambores plásticos para armazenamento. Foi um caos. Houve até a incerteza se o município teria estrutura para realização da parte social da tradicional Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Mas os problemas foram amenizados e a festa aconteceu como de costume. A diminuição do período de chuvas é o grande causador da seca que assola o município de Chapada do Norte. Mas outros fatores também possuem sua parcela de culpa: a plantação de eucaliptos sempre esteve nas rodas de debates como vilão quando o assunto era a seca dos rios; a ausência de um planejamento no passado visando preparar-se para este problema também é pauta das discussões e apontado como culpado. Uma barragem foi construída no Rio Capivarí e parecia que seria a solução para os problemas da seca e conseqüentemente para o abastecimento de água na cidade durante muitos anos. Mas o projeto fracassou e não conseguiu atingir seu objetivo. Tornando-se um enorme depósito de lama. Moradores locais até realizaram uma simbólica partida de futebol como forma de protesto. Algumas estradas foram criadas para facilitar a acesso á regiões distantes da sede, mas ao mesmo tempo essas mesmas estradas contribuíram com o assoreamento do rio devido a grande quantidade de poeira que em períodos chuvosos reverte-se em grandes quantidades de lama e vão parar dentro do rio. O médico e teatrólogo Dr. Joaquim Souto Filho quando chegou em Chapada do Norte MG em Janeiro de 1989 montou um grupo teatral com crianças a adolescente. E nos ensaios e reuniões com esse grupo, como também em algumas apresentações, ele sempre alertava que o município um dia enfrentaria uma forte crise de água. Mas naquela época era difícil imaginar que aquela fartura um dia acabasse. E hoje praticamente acabou. Galão de água se tornou indispensável nas compras mensais das famílias chapadense na hora de fazer as compras do mês. A compra de caixas para armazenamento de água virou rotina nos lares chapadenses. A Copanor, empresa responsável pelo saneamento e distribuição da água na cidade encontra vários obstáculos para cumprir sua meta: levar água aos lares chapadenses, mas infelizmente é comum alguns bairros da cidade ficarem sem água na torneira por alguns dias, até que os problemas sejam solucionados. E a população chapadense adquiriu novos hábitos de reaproveitamento de água, como a água da máquina de lavar, dos tanques de roupas...que acabam recebendo novos destinos. E assim cenas comuns do cotidiano como a senhora lavando calçada com a mangueira ligada ou o proprietário de veículos como carros e motos os lavando com muita água vão se tornando raras no dia a dia. Sinais da conscientização necessária para viver nestes novos e difíceis tempos de racionamento de água. Mas esse não é um problema exclusivo do Rio Capivarí. O Rio Araçuaí que antes encantava pela abundância de água, possui atualmente um volume de água muito menor que outrora. O Rio Setúbal também diminuiu seu nível de água, mas ainda possui uma boa quantidade de água. E a cidade vai sofrendo com a insuficiente quantidade de água para abastecer a população. As escolas municipais e estaduais tem intensificado os trabalhos de conscientização com os seus alunos. Moradores de cidades vizinhas como Minas Novas, Berilo, Virgem da Lapa, entre outras também relatam em conversas em redes sociais as dificuldades com a falta de chuvas e conseqüentemente a falta de água. Em 2015 apegados na fé, católicos da Paróquia Santa Cruz e o então pároco do municipio padre Victor Hugo do Nascimento realizaram uma penitência durante a Semana Santa: saíram ao Meio Dia da Igreja da Matriz vestidos de preto e com baldes com água na cabeça e subiram rezando sob o forte calor até o Cruzeiro situado na entrada da cidade (pra quem vem de Minas Novas) rogando pela benção da chuva. E choveu em pouco tempo. Muitas pastorais colocam em suas orações pedidos que o município seja agraciado com a água que vem do céu. E essa penitência se repetiu nos anos seguintes na Semana Santa.
Religiosos de outras religiões também dedicam em suas orações pedidos ao grande pai celestial pela chuva. Poços artesianos foram feitos para tentar amenizar temporariamente os problemas. A escassez de água em Chapada do Norte MG além causar enormes transtornos nos lares chapadenses também provoca caos no funcionamento das escolas, hospitais, consultórios odontológicos e outras repartições que são obrigadas a reduzir o período de atendimento. A cidade de Chapada do Norte MG revive constantemente o caos causados pela falta de abastecimento de água.  Entra ano e sai ano e a população do Vale do Jequitinhonha vai sofrendo e convivendo com a escassez de chuvas, a falta de água, com a falta de soluções para este grande problema ambiental e principalmente: sem saber o que será do futuro.
Texto e Fotos: Maurício Costa

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Fotos: Maurício Costa