Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça. Ou quase isso...

Parafraseando Glauber Rocha:"Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça". Ou quase isso.../Desde Fevereiro de 2015.
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04 março 2017

RÁDIO SANTA CRUZ ONLINE COM EDINALDO SOARES ESTREIA EM CHAPADA DO NORTE MG COM A IDEIA DE PROPORCIONAR MÚSICA, INFORMAÇÃO E NOTÍCIA

       A Rádio Santa Cruz Chapada do Norte MG Online idealizada por Edinaldo Soares estreou em módulo experimental nas plataformas digitais e a ideia inicial é em breve proporcionar aos ouvintes um canal de entretenimento, interatividade e informações sobre o município de Chapada do Norte com acesso ilimitado pela internet em qualquer lugar no mundo.
Idealização: Edinaldo Soares
Arte da capa: Edinaldo Soares

     A programação pode ser acessada através do link:
http://radiosantacruz.minhawebradio.net

16 outubro 2015

ESCRITOR CHAPADENSE EDINALDO SOARES PUBLICOU EM MAIO DE 2014 O LIVRO DE POEMAS "ABSTRATO AMOR"


O escritor mineiro Edinaldo Soares, natural de Chapada do Norte MG região do Médio Jequitinhonha tem publicado desde Maio de 2014 seu primeiro livro, intitulado “Abstrato Amor” com 115 páginas. Abstrato Amor é um livro de poemas autorais e é vendido no Clube dos Autores, onde também é possível encontrar outras informações relacionadas à publicação. O link para acesso é: http://www.clubedeautores.com.br/book/155040--Abstrato_Amor#.VckBwXFVikp
Edinaldo Soares também posta seus textos na página de escritores: “Recanto das Letras”. E os interessados podem ter acesso clicando no seguinte link:  http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=125158
O chapadense usa o pseudônimo Maxximus Soares para o lirismo poético do livro que fala de amor sexual, fé, bondade, amor ao próximo, leveza, alegrias, tristezas e crítica ao elemento social. Abstrato Amor é uma mensagem (ou mensagens) de esperança á vida. 
Outras informações sobre poesias do escritor Edinaldo Soares podem ser encontradas na página da rede social Facebook: https://www.facebook.com/pages/Maxximus-Soares/516199801785599?ref=hl
 Graduando em letras, estudou comunicação social e designer de interior. Atualmente mora na Zona Sul de São Paulo, mas precisamente no Bairro do Jardim Ângela.
Antes de ir para a capital paulista, em Chapada do Norte MG, Edinaldo Soares trabalhou no Departamento Municipal de Cultura, e entre alguns projetos, implantou o “João Pretinhos do Rosário”, um resgate das tradições do tambor repassando á crianças chapadenses a força do batuque, cantos e molejo dos tamborzeiros antigos; participou do Grupo Teatral Curutuba e durante anos foi um dos braços direitos do médico, teatrólogo, folclorista e ativista cultural Dr. Joaquim Souto Filho.   Edinaldo Soares também foi locutor da Rádio Comunitária Curutuba onde apresentava diariamente por volta das 20, 22 horas um programa romântico, usufruindo do seu vozeirão em enquetes que tocavam ao coração do público feminino.
O ato e o gosto pela leitura á cada ano vem sendo cada vez mais explorado por escolas e pais que entendem tal importância na formação dos cidadãos do futuro, e Abstrato Amor é uma opção disponível para os amantes de obras literárias carregadas de lirismo.

Fontes do texto: Clube de Autores, Recanto das Letras e Edinaldo Soares.
Foto da Capa: Clube de Autores
Foto: Perfil Facebook Edinaldo Soares

22 agosto 2015

DR. JOAQUIM SOUTO FILHO, MÉDICO E TEATRÓLOGO MORRE EM RECIFE AOS 64 ANOS

Faleceu na madrugada de 22 de Agosto de 2015 em Recife aos 64 anos de idade o médico, pesquisador, ativista cultural e teatrólogo Dr. Joaquim Souto Filho. Segundo informações de familiares presentes no local do óbito, o médico faleceu devido a complicações causadas por uma infecção generalizada proveniente da Diabetes ás 5 horas da manhã. Há anos Dr. Joaquim vinha lutando contra a doença. Seu corpo foi velado e sepultado no mesmo dia em sua cidade natal: Pesqueira PE. A notícia de seu falecimento chegou horas depois na manhã de um Sábado cinzento e com ar triste, deixando nos chapadenses uma dor forte no peito e a sensação de terem perdido alguém da família. E realmente o foi, pois ele era o médico, o amigo, o conselheiro, o pai, o professor... Um mestre na vida daqueles com os quais conviveu um dia. O médico Dr. Joaquim chegou ao Vale do Jequitinhonha em 1988 e no ano seguinte foi trabalhar na cidade de Chapada do Norte MG já em Janeiro de 1989 logo no início da administração do então prefeito Roosevelt de Oliveira. E rapidamente conquistou a população chapadense com seu perfil diferente dos outros profissionais da área que já tinham passado no município: andava com sandálias de couro, boné, bolsa no ombro e vestia-se de forma simples (calças jeans e camisas largas com pinturas feitas por ele). Nas consultas era extrovertido, aconselhava, ás vezes chamava atenção do paciente, fazia observações pertinentes nas receitas e em alguns casos engraçadas. Logo se tornou popular. E muito querido pela população.  Considerado bom médico, era muito procurado. Falava a “língua” dos pacientes.  Eternizou expressões como “viúvas de maridos vivos” (uma referência aos esposos que se ausentavam dos seus lares para trabalhar no corte de cana, na colheita do café, em serviços braçais no Estado de São Paulo ou qualquer outro emprego fora da cidade por um longo tempo), “beatas” (uma brincadeira com as senhoras que prestam serviços á igreja católica), "Conclusão da história" e frases como “Você está me entendendo?”, "Diga?" e “Presta atenção!”. Não media palavras, falava o que pensava, doa a quem doer. Mas seu carisma foi mais forte. Tornou-se um chapadense natural de Pesqueira. Tinha sempre uma novidade para contar aos amigos que encontrava na rua. Era necessário tempo para ouvi-lo relatar algum assunto. Em algumas ocasiões nem tinha nada para contar, mas quando encontrava os amigos, chamava e ficava enrolando, voltando em assuntos já discutidos. Tudo por uma boa prosa. Em Chapada do Norte optou por levar uma vida simples: em todas as casas que morou, sempre foi com poucos móveis, os assentos eram tamboretes e esteiras de palha. E alguns produtos artesanais espalhados pela casa. E muitos objetos de arte cênica como bonecos. Visionário já nos dizia em 1989 que o Rio Capivarí que abastece a cidade iria secar e que tínhamos que nos preparar para essa dificuldade. Na época o rio possuía água em abundância e era difícil imaginá-lo seco. Mas hoje ele está praticamente sem água. Dr. Joaquim também disse várias vezes que a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos iria um dia deixar de ser apenas nossa e atingir maiores alcances e que por isso deveríamos está atentos para manter sua história e tradição. E ela virou Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado de Minas Gerais. Trabalhou em outros municípios depois, como em Itinga e Comercinho MG, mas seu coração o guiava de volta a Chapada do Norte MG. Foi o idealizador das Festas de Nossa Senhora do Rosário na comunidade Córrego da Misericórdia e da Festa de São Cristóvão em Chapada do Norte MG e também das Festas do Pai Joaquim em Jenipapo de Minas e da Escrava Feliciana em Itinga. A devoção á Escrava Feliciana é secular em Itinga, mas foi Dr. Joaquim que iniciou a festa. Todas estas festas são realizadas anualmente e a cada ano crescem em participação popular. Também foi um grande incentivador do grupo Congada de Nossa Senhora do Rosário, mais conhecida como Congada da Misericórdia. Ajudou a divulgar o trabalho dos congadeiros e contribuiu de várias maneiras para a continuidade deles. Com a saudosa Eva Luiz, conhecida popularmente como Eva Congadeira fez uma parceria de sucesso. Conduziu-a várias cidades mineiras e em 1995 a sua terra natal Pesqueira juntamente com outros chapadenses (Maurício, Emerson, Pedrelina e seu irmão Gilson). Levaram aos pernambucanos um pouco da história e da cultura chapadense. Com a morte da congadeira, permaneceu fiel ao grupo e foi fundamental para que a senhora Geni assumisse o posto de rainha da congada e levasse a frente os trabalhos do grupo. Tinha também muito carinho com os Tamborzeiros do Rosário e forte ligação com os demais grupos folclóricos do município. Dr. Joaquim também foi o fundador da Rádio Comunitária Curutuba que fez enorme sucesso em Chapada do Norte com uma programação informativa, musical, religiosa e de entretenimento. E fez com que os adolescentes do seu grupo assumissem a responsabilidade de serem locutores e diretores da estação sonora. Entre eles estavam Edinaldo Soares, Adilton Lourenço, Ricardo Soares, Geraldo Nascimento, Geraldo Praxedes, Valcy Carvalho, Maurício Costa, Marta Rocha, Arislene Torres e outros. Por um longo período bancou tratamento dentário de crianças do grupo nos anos 90. Sempre pensando no bem dos seus alunos. E fez por eles outras benfeitorias muito maiores, sendo fundamental na formação de cidadãos conscientes e dignos. Nos últimos anos residia no bairro do Céu Azul e lá através da Fundação de Cultura Joaquim Souto Filho montou uma grande equipe (crianças, adolescentes e senhoras) e juntos estavam fazendo muito pela cultura local.  Com a comunidade do Bairro Céu Azul faziam apresentações nas escolas que o solicitavam, na rua e na casa de moradores de lá. Unidos, estavam sempre planejando algum evento. Incansável enviou vários ofícios ao governador do Estado de Minas Gerais, sempre solicitando algum benefício ou reconhecimento á cultura chapadense. E sempre recebia respostas. E foi em um destes ofícios que conseguiu com que a imagem de Nossa Senhora do Rosário fosse restaurada. Em 2014 estava organizando um grande evento que batizou como "Noite Cubana-Cuba de Lá e Cuba de Cá", um intercâmbio entre a cultura dos médicos cubanos que trabalham no município com a cultura da comunidade chapadense do Cuba. Já tinha fechado parceria com algumas secretarias municipais e escolas. Mas a morte trágica do senhor Donizete, pai do Marcone Evangelista ás véspera do evento, fez com que dr. Joaquim cancelasse o intercâmbio cultural. Religioso eclético, em sua casa nos apresentava estudos sobre Iemanjá, sobre o Preto Velho e sobre Nossa Senhora do Rosário. Dr. Joaquim queria o melhor para a Festa de Nossa Senhora do Rosário, como queria para o terreiro de Umbanda que realiza sessões em determinadas Quintas Feiras. Amava e respeitava todas as religiões. Priorizava quando possível a realização de cultos ecumênicos. No dia 08 de Setembro de 2013 realizou junto com o Monsenhor Fabrizzio Fonseca da Paróquia Santa Cruz e com a participação de várias lideranças um ato ecumênico pela paz no mundo. Recentemente na noite de 07 de Junho deste ano Dr Joaquim esteve na Casa de Cultura Corina Badaró com o Grupo Teatral Curutuba onde realizaram a encenação da peça “O casamento da dona Baratinha”. O médico estava alegre, fez brincadeiras com o público durante a apresentação da peça e ao final convidou dois ex integrantes do seu grupo: Maurício Costa e Nilza Carvalho para irem à frente e falarem o que acharam da apresentação. O senhor Sineval Aguilar também foi convidado e fez suas observações sobre a apresentação. Logo nos seus primeiros dias na cidade (em Janeiro de 1989) montou o “Grupo Teatral Vida” formado por adolescentes como Geraldo José Praxedes, o saudoso Reginaldo de Assis, Elizete Fernandes, Élida Cristiane Costa, Geralda Lourenço Camargos, Ronaldo Lourenço Santana, Edinalva Fernandes, Jairo Soares, Deneval Lourenço entre outros adolescentes chapadenses.  E após a primeira apresentação na cidade vizinha de Berilo MG, resolveu encerrar o grupo e montou outro logo em seguida: o Grupo Teatral Esperança onde permaneceram Geraldo e Reginaldo e entraram muitos outros: Maurício Costa, o saudoso Emerson Costa, Ideralice e Idalmo Oliveira, Fabiane e Lizziane Vissotto, Poliana Aguillar, Cirlene e Célia de Matos, Custódia da Natividade, José Carlos (Zé do Barro), Alex e Alessandra Oliveira, Cynthia Cayres, Lillian Oliveira, Márcia Santana, Juliana e Júlio Ribeiro, Flávia Augusta, Iolanda Evangelista, Ione Carvalho, Paula, entre muitos outros adolescentes. Certo dia, em meados de 1989 dr. Joaquim reuniu os integrantes do grupo para informar que iria alterar o nome de “Esperança” para “Curutuba”. Era o jeito de nos ensinar que devíamos aprender a valorizar a história da nossa terra. O grupo teatral Curutuba fez várias apresentações com essa formação em Chapada do Norte MG sempre com casa cheia e também em cidades vizinhas como Berilo, Minas Novas, Virgem da Lapa, Turmalina, Araçuaí, Diamantina e outras. As apresentações eram no início em sua maioria coreografadas: Ave Maria Nordestina, Bendito São José, Ieshuá (Padre Zezinho), La Saeta (Raimundo Fagner), Dio Come Te amo, Zorba o Grego, Hava Nagila, Navio Negreiro do Castro Alves, Rene O Equilibrista, Aquários, Flashdance, Cantas das 3 raças e peças como Romeu e Julieta, Branca de Neve e os 7 anões, O desespero de Judas e Os três porquinhos. Foram várias coreografias e peças teatrais. Nos ensaios aprendíamos a ter responsabilidade, assumir e cumprir compromissos, estudar nossa história e trabalhar em grupo, entre muitos outros ensinamentos. Em algumas ocasiões ele reunia a turma toda e fazia a gente assistir filmes como Chorus Line (um musical), Mr. Holand Adorável Professor e Chaplin com Robert Downey Jr. Todos transmitiam uma mensagem que ele queria que a gente absorvesse para a vida. E depois desta geração de 1989 inúmeras outras crianças e adolescentes foram integrantes do grupo teatral e tiveram a grande oportunidade de aprenderem com o mestre: Ademir de Matos Viana, Luciene Torres, Avelina Torres, Valdirene Lemos, Claudinei e Claudinéia, Reinaldo Soares, Marcone Evangelista, Nilza Carvalho, Maria Helena Fernandes, Rosa Amélia, Arislene Torres, Everaldo Soares, Francisca Machado, Ana Rita Machado, Jackson Júlio, Paulo Henrique e muitos outros. A lista de pessoas que participaram em determinado momento do grupo teatral é extensa, sendo difícil citar todos. Mas há a certeza que todos foram muito felizes por terem tido a oportunidade de conviverem com este mestre. Embora nunca tenha dito publicamente, era perceptível o orgulho do médico com os rumos que seus pupilos levaram na vida. Muitos deles adolescentes no passado, hoje são professores, escritor, turismóloga, mãe, chefe de família, motoristas, cabeleireira, empresário etc. Ou seja, conquistaram um lugar ao sol.  O legado deixado por dr. Joaquim para Chapada do Norte MG será sempre lembrado pela população. Principalmente sua contribuição para a história da cidade. Sem dúvida um dos forasteiros mais significativos da história chapadense. Quis o destino que ele partisse para uma nova vida exatamente no dia do Folclore, que tem tudo a ver com a cultura que tanto defendeu. Descanse em paz e obrigado por tudo que fez ao povo chapadense e ao Vale do Jequitinhonha. Cumpriu com méritos sua missão na Terra!
 * 02/12/1951
 +22/08/2015























Foto da Capa: Adriane Coelho
Fotos: Maurício Costa

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19 fevereiro 2015

CHAPADA DO NORTE MG 63 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA E ADMINISTRATIVA E 298 ANOS DE HISTÓRIA

Antigo Arraial de Santa Cruz, nossa atual Chapada do Norte teve sua origem no ano de 1728, quando os moradores de dois povoados, Paiol e Itaipava, para aqui se deslocaram devido a descoberta de ouro às margens do Rio Capivari.
Em 1850, a até então freguesia recebe o nome de Santa Cruz da Chapada, e com o descobrimento de diversas lavras de ouro fornece toneladas do metal para o destino da corte portuguesa. Entre as lavras que tiveram maior importância neste período, podemos citar a lavra do Morro do Pilão, a do Córrego da Misericórdia, a do Gravatá / Quebra Bateia e a lavra do Batatal.
O Arraial de Santa Cruz pertenceu ao arcebispado de Salvador até o ano de 1884, quando passou a integrar o bispado de Diamantina, sendo mais tarde anexada ao de Araçuaí, que foi instalado em 1914, permanecendo assim até os dias atuais.
Entre 1817 e 1820, o agora povoado contava com cerca de oitenta casas térreas construídas de adobe. No final do século XIX, esse número de construções se eleva a 192 casas, distribuídas em seis ruas e três praças. Atualmente Chapada registra cerca de 60 ruas, 05 praças e 03 bairros.
O Povoado de Santa Cruz de Chapada, em 1911 na divisão administrativa e nos quadros de Recenseamento de 1920, é incluído na constituição administrativa como um dos distritos de Minas Novas. As primeiras representatividades política do distrito de Santa Cruz de Chapada se dá a partir da composição da mesa legislativa de Minas Novas (Câmara Municipal).
Em 1920 a população do distrito de Santa Cruz da Chapada era de cerca de 9.187 habitantes, elevou-se em 1970 para 14.073, dos quais 736 na sede municipal, enquanto a estimativa em julho de 1975 subia a 14.970 habitantes. Sua área total corresponde a 829, 76 Km2. E o senso de 2010 aponta 15.189 habitantes para todo território do município.
Emancipado pela lei nº 2764 de 30 de dezembro de 1962. Desde então, é denominado Chapada do Norte e instalado em 1º de março do ano de 1963, administrado pelo governo provisório de Affonso Pimenta Figueiredo, curiosamente intitulado como “intendente”, (talvez pelo fato da administração temporária, já que o termo usado para chefes do poder executivo municipal fora extinto em 1930, hoje prefeito). Posteriormente ainda no ano de 1963 o governo do município passou para a administração de Vicente Paula Oliveira. Em eleição “com chapa única” o governo de Vicente de Paula Oliveira foi até o início do mês de janeiro de 1967, quando o Durval Queiroga Pinto assume a liderança administrativa pública do município. Até os dias atuais, Chapada do Norte esteve governada por 16 chefes do executivo municipal, contados a partir de Affonso Pimenta Figueiredo. Importante acrescentar que alguns dos prefeitos repetiram mandatos como são os casos de Vicente de Paula Oliveira (1963 -1967 e 1977-1982), Paulo Roberto Soares (1983 - 1988 e 1992 - 1996), Manoel Rodrigues dos Santos (1997 – 2000 e 2001 - 2004), Eraldo Eustáquio Soares (2005 – 2008 e 2009 – 2012) e Leandro Evangelista do Socorro (2021-2024 e 2025-2028). Governaram o município de Chapada do Norte MG durante uma gestão: Luíz Gonzaga Soares, Odilon Soares de Souza, Roosevelt de Oliveira, Ronaldo Lourenço Santana e Diego Eustáquio Soares.
Nas eleições municipais do ano 2020, excepcionamente realizada no mês de Novembro devido a pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19) foi eleito para prefeito, Leandro Evangelista do Socorro, para o mandato de 04 anos de administração no executivo municipal de Chapada do Norte MG entre 2021 e 2024.
E nas eleições municipais de 2024, em 06 de Outubro Leandro Evangelista e João Henrique foram reeleitos respectivamente para os cargos de prefeito e vice entre 2025/2028.
Neste ano de 2026, no dia 1º de Março Chapada do Norte completa 63 anos de emancipação política e 298 de história, conservando e mantendo viva expressiva riqueza cultural que pode ser observada nas suas variadas formas.
Como o é o caso do seu valioso e específico Património Cultural edificado, composto por nossas Igrejas, casarios e demais componentes do conjunto arquitetônico, que encanta os olhos e causa admiração naqueles que visitam nossa cidade.
Seu patrimônio imaterial, verificado em suas diversas e variadas danças e cantorias, os vários Grupos Folclóricos existentes em todo o município, as comunidades remanescentes de Quilombo e as várias festas religiosas – culturais que acontecem durante o ano, destacando-se a Tradicional Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que em 08 de Maio de 2013 recebeu do IEPHA-MG o título de "Patrimônio Imaterial Cultural de Minas Gerais", primeira celebração a receber o título no Estado. Assim como suas formas de fazeres, como a comida típica, meios de produção rural, e o artesanato reconhecido e valorizado nacionalmente.
Estas poucas linhas seriam muito simples para traduzir um município de uma extensão territorial tão vasta, de um povo que guarda em cada canto um encanto e uma especificidade original de uma cultura tão expressiva e complexa. Estes são apenas alguns exemplos do valor que tem Chapada do Norte, seu povo e sua cultura, traduzidos no decorrer de sua História. Parabéns Chapada do Norte.
Mais fotografias da cidade de Chapada do Norte MG no Flickr: https://flic.kr/s/aHsjSPHR1n
Fonte: Fabiane Cinara Vissotto e Edinaldo Aparecido Soares
Foto da Capa: Maurício Costa
Fotos: Maurício Costa