Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça. Ou quase isso...

Parafraseando Glauber Rocha:"Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça". Ou quase isso.../Desde Fevereiro de 2015.
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16 outubro 2016

ESCOLA MUNICIPAL NÍVEA DE OLIVEIRA PREPARA EVENTO DE INTEGRAÇÃO ENTRE PAIS E FILHOS PARA COMEMORAR O DIA DA CRIANÇA EM CHAPADA DO NORTE MG

PROJETO “FAMÍLIA UNIDA, DIVERTE-SE UNIDA”!

      A DIREÇÃO, PROFESSORES, SUPERVISORES E DEMAIS FUNCIONÁRIOS DA ESCOLA MUNICIPAL NÍVEA DE OLIVEIRA EM CHAPADA DO NORTE MG CONVIDA TODOS OS PAIS OU RESPONSÁVEIS PELOS ALUNOS PARA PARTICIPAREM DO EVENTO “FAMÍLIA UNIDA, DIVERTE-SE UNIDA! PROJETO ELABORADO PELO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA ARI CARVALHO, QUE TEM COMO PRINCIPAL OBJETIVO CRIAR UM MOMENTO DE INTEGRAÇÃO ENTRE PAIS, ALUNOS E ESCOLA. NESSE DIA PAIS E ALUNOS TERÃO A OPORTUNIDADE DE PASSAR O DIA COMPETINDO E SE DIVERTINDO NAS DINÂMICAS E JOGOS REALIZADOS!
     CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!
     OBS: A PARTICIPAÇÃO DO ALUNO NO EVENTO DEPENDERÁ DA PRESENÇA DOS PAIS OU EM ÚLTIMO CASO DOS RESPONSÁVEIS, VISTO QUE TODAS AS ATIVIDADES SERÃO REALIZADAS EM PARCERIA DE PAIS COM FILHOS.
     
     DATA: 22/10/16
     LOCAL: QUADRA DA E.M. NÍVEA DE OLIVEIRA
     REALIZAÇÃO: E.M NÍVEA DE OLIVEIRA

    APOIO: SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E ACHANTI
INFORMAÇÃO: ARI CARVALHO

15 dezembro 2015

SHOW DA VIRADA EM CHAPADA DO NORTE MG FAZ DO RÉVEILLON A CELEBRAÇÃO DA RENOVAÇÃO, DA ALEGRIA E DOS REENCONTROS

A Prefeitura Municipal de Chapada do Norte MG no Vale do Jequitinhonha há alguns anos vem promovendo o evento “Show da Virada” realizado geralmente entre os dias 31 de Dezembro e 1º de Janeiro. São realizados shows na Praça Padre José Maria do Sacramento (Praça da Matriz). No dia 31 de Dezembro é realizada a queima de fogos por volta das 23h58min, quando acontece a contagem regressiva para o início do ano novo. E neste momento as pessoas se confraternizam desejando umas a outras felicitações de um ano novo cheio de realizações.
O Show da Virada tem uma característica interessante que é a confraternização e o reencontro entre os chapadenses que residem entre outros Estados do Brasil e que atravessam praticamente todo ano ausentes da terra natal.

E sempre fica a expectativa que o Réveillon seja um momento de celebração, alegria e confraternização entre chapadenses e os moradores das cidades vizinhas que visitam a cidade nesta comemoração que leva uma mensagem de renovação e esperança. 


Fotos: Maurício Costa

02 setembro 2015

SHOWS NOTURNOS E A FESTA SOCIAL NA FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS DE CHAPADA DO NORTE MG

                                   



    Durante o dia e a tarde a programação da Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte MG reserva uma série de eventos culturais e religiosos (Meio Dia das Novenas, Lavação da Igreja, Benção e Distribuição do Angu, Buscada da Santa no Córrego do Rosário, Meio Dia da Festa, Subida do Reinado, Descida do Reinado, Missa da Festa, Procissão e Coroação, Filiação de Novos Irmãos, Pagamento de Anuais e Recebimento de Ofertas de Devotos, Buscada do Cofre, Descida do Cofre) que são a grande marca do evento. Outros momentos como as Novenas, Leilões, Mastro, Missa da Posse e Reinado são realizados a noite. Além da Alvorada que acontece na madrugada. O Festival dos Grupos Folclóricos também é realizado a noite, mas é um evento recente dentro da programação da festa e sua organização é de responsabilidade da Prefeitura Municipal. Antigamente quando terminavam os eventos culturais e religiosos da Festa de Nossa Senhora do Rosário iniciava a noite batuques e danças nas casas dos reis. Segundo relatos era muito comum os tamborzeiros reunirem-se na casa do rei e da rainha para realização de uma batucada que adentrava noite afora. Também havia muita dança do Nove e outras danças folclóricas da região. Tradição que foi se perdendo ao longo do tempo. Na década de oitenta a grande atração pós eventos do dia e parte da noite na Festa eram os bailes realizados na Escola Estadual Monsenhor Mendes. Tradição que se manteve até o início dos anos 90. Era um momento de confraternização e azaração  no fim da noite. Esses bailes foram realizados até o início dos anos noventa. Com shows ao vivo, barzinhos.  Até que na primeira administração do prefeito chapadense Paulo Roberto Soares os shows ganharam uma proporção muito maior. O então prefeito trouxe uma sonorização de uma empresa especializada em eventos em praça pública. A partir daí os shows cresceram em dimensão.  Os shows que outrora eram pagos, desde então são realizados em praça pública.  Realizados entre a Quinta Feira do Angú e a Segunda Feira da Posse. Hoje é praticamente outra festa dentro da Festa do Rosário. É a Festa Social que acontece paralelamente a Festa do Rosário. Entre Quinta Feira do Angú há uma aglomeração de pessoas que passam as tardes bebendo, realizando churrascos e reencontrando com amigos em bares na Praça e em outros pontos da cidade. Um momento de descontração de chapadenses e visitantes dentro da Festa do Rosário. A Prefeitura Municipal é a responsável pela contratação dos artistas, da sonorização, palco, banheiros químicos, agência de eventos e todo aparato necessário. São confeccionados dois cartazes para a festa: um com a tradicional programação religiosa e cultural e outro com a agenda dos shows que serão realizados. A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário tem desde então cobrado do poder público que a parte social não prejudique a parte religiosa e cultural. No início teve show começando enquanto ainda havia leilão acontecendo. Ou sonorização ligada ao mesmo tempo em que a procissão se aproximava. E um contraponto entre shows que escandalizaram um público que estava participando de um evento com onze Missas e nove novenas e horas depois se deparava com dançarinas seminuas em coreografias com tom pornográfico e músicas contendo versos com palavras de duplo sentido. Mas através do diálogo entre as partes interessadas chegou-se a entendimento esperado: que haja harmonia entre as duas festas. Que os shows só comecem quando os eventos dos festeiros já tenham terminado. Assim os moradores e visitantes tem a rica oportunidade de vivenciar toda riqueza cultural e religiosa em devoção a Virgem do Rosário, proporcionada por este Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado de Minas Gerais. E no fim de noite a oportunidade de um momento de diversão e encontros na Praça Padre José Maria do Sacramento durante os shows noturnos. Além dos shows que acontecem na Praça da Matriz, há também o forró realizado no Mercado Municipal e que possui um público cativo. Vale ressaltar que a partir do ano 2012 um show católico foi inserido na programação com Olívia Ferreira, em 2013 o Eron Biondini, 2014 o Frei Zeca e em 2015 com o cantor Cosme. Em 2013 a parte social da festa esteve ameaçada de ser realizada devido a crise no abastecimento de água no município provocada pela escassez de chuvas. Havia a preocupação em atrair visitantes com as constantes falta d'água nos lares chapadenses. Problema que foi resolvido temporariamente permitindo a realização dos shows.Em 2015 o problema da falta d'água voltou a ameaçar os shows noturnos na festa. E desta vez, uma forte crise financeira do município foi mais um obstáculo. Tanto que após o poder público publicar o link virtual do cartaz de shows, foram realizadas algumas readequações na programação: artistas como Robério e Cosme saíram da programação e outros artistas de custo menor foram contratados. O show católico foi da Banda Nova História de Montes Claros. A Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte MG carrega consigo muita fé, devoção e louvor á Virgem do Rosário, tradição, cultura e alegria.
Realização: Prefeitura Municipal de Chapada do Norte MG
Apoio: Câmara Municipal de Chapada do Norte MG
Polícia Militar





































 Capa: Cartaz de divulgação
Fotos: Maurício Costa

31 julho 2015

CHAPADA DO NORTE MG SOFRE COM A ESCASSEZ DE CHUVAS E A SECA NO VALE DO JEQUITINHONHA

O município de Chapada do Norte MG no Vale do Jequitinhonha sofre há muito tempo com a escassez de chuvas durante o ano que contribuiu com a enorme diminuição do nível de água de rios e córregos. Muitos córregos do município secaram completamente fazendo que muitas famílias migrassem da zona rural para a zona urbana. Nasceram novos bairros (Céu Azul, São Geraldo...) e com isso a população aumentou muito nos últimos anos. O Rio Capivarí que abastece a cidade, neste período assistiu seu nível de água abaixar drasticamente. Os moradores de Chapada do Norte possuem a lembrança de uma época ainda nos recentes anos 80 e 90 onde o Capivarí possuía um grande volume de água, uma boa quantidade de peixes, muito verde, e de momentos de lazer durante toda a semana, em que a diversão era ir ao rio tomar banho, mergulhar, pescar e fazer farra na beira do rio levando comida e bebida. As lavadeiras de roupa ao lavar a vasilha do almoço viam uma grande quantidade de peixes emergirem atrás dos farelos de farinha e bagos de arroz na água. Era um espetáculo da natureza local. Havia um mito na época que aprendíamos a nadar ao engolir um peixinho vivo. E muitas crianças o fizeram. Era fácil pegar um peixinho no rio. O local conhecido como “Barragem” era um dos principais locais de encontro das pessoas. Lá era possível brincar de competição de natação indo e voltando entre os seus extremos; pular do Pau D’Óleo (uma árvore ás margens do rio) na água e ver quem mergulhava mais fundo e conseguia trazer areia do fundo, mas à medida que íamos afundando a água ia ficando mais gelada e mais escura e com isso era comum retornamos a superfície por precaução ou medo. A Mãe Vitória era um local também no espaço denominado “Barragem” muito atrativo por possuir areia na margem do rio, o que dava a sensação de uma praia, usada tanto para a prática esportiva como a prática de entretenimento como churrasco e piquenique. Esses eram espaços usados mais freqüentemente pelos moradores da região da cidade conhecida como “Rua de Cima”, mais ou menos entre as Igrejas do Senhor Bom Jesus, Igreja do Rosário e o antigo campo de terra (hoje Estádio Municipal Durval Queiroga Pinto). Outro ponto de encontro muito freqüentado neste período era o “Cachoeirão”. Nele era possível ir escorregando numa espécie de tobogã natural de uma ponta na outra na cachoeira. Próximo dali o “Bambú” era outro espaço de muita movimentação pelo poço onde se tomava banho e pela praia ao lado que servia para a prática do futebol de areia.  Próximo da ponte localizada na Rodovia BR 367 que liga os municípios de Chapada do Norte a Berilo ficava o poço denominado Poço de Xilô (segundo fontes do historiador Magno Wagner Ribeiro, conhecido como Chiquito), mas popularmente chamado de Poço de Maria de Américo. Era um poço perigoso devido a sua profundidade. E era recomendado que somente os mais experientes nadadores fizessem uso deste espaço. Ainda havia o Biquinha, onde se tomava banho tranquilamente e jogava-se peteca, além de outros tipos de farras saudáveis. Mas hoje isso tudo é apenas lembrança. O Rio Capivarí praticamente secou. Em poucos pontos é possível encontrar água corrente. Hoje vemos muita seca e pedregulhos onde outrora corria muita água. Apenas em períodos raros de chuvas do ano é possível ver uma quantidade boa de água no rio. Mas dura pouco tempo. Geralmente com água suja da mistura com lama. Quando se inicia o ano em Chapada do Norte MG a população começa a indagar-se sobre quanto tempo o rio terá forças para “correr” e o que será do abastecimento da cidade.  O ano de 2013 foi o pior dos últimos anos na cidade com a grande crise de falta d’água nas torneiras. A população passou semanas comprando água dos carros pipas e comprando caixas d’águas e tambores plásticos para armazenamento. Foi um caos. Houve até a incerteza se o município teria estrutura para realização da parte social da tradicional Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Mas os problemas foram amenizados e a festa aconteceu como de costume. A diminuição do período de chuvas é o grande causador da seca que assola o município de Chapada do Norte. Mas outros fatores também possuem sua parcela de culpa: a plantação de eucaliptos sempre esteve nas rodas de debates como vilão quando o assunto era a seca dos rios; a ausência de um planejamento no passado visando preparar-se para este problema também é pauta das discussões e apontado como culpado. Uma barragem foi construída no Rio Capivarí e parecia que seria a solução para os problemas da seca e conseqüentemente para o abastecimento de água na cidade durante muitos anos. Mas o projeto fracassou e não conseguiu atingir seu objetivo. Tornando-se um enorme depósito de lama. Moradores locais até realizaram uma simbólica partida de futebol como forma de protesto. Algumas estradas foram criadas para facilitar a acesso á regiões distantes da sede, mas ao mesmo tempo essas mesmas estradas contribuíram com o assoreamento do rio devido a grande quantidade de poeira que em períodos chuvosos reverte-se em grandes quantidades de lama e vão parar dentro do rio. O médico e teatrólogo Dr. Joaquim Souto Filho quando chegou em Chapada do Norte MG em Janeiro de 1989 montou um grupo teatral com crianças a adolescente. E nos ensaios e reuniões com esse grupo, como também em algumas apresentações, ele sempre alertava que o município um dia enfrentaria uma forte crise de água. Mas naquela época era difícil imaginar que aquela fartura um dia acabasse. E hoje praticamente acabou. Galão de água se tornou indispensável nas compras mensais das famílias chapadense na hora de fazer as compras do mês. A compra de caixas para armazenamento de água virou rotina nos lares chapadenses. A Copanor, empresa responsável pelo saneamento e distribuição da água na cidade encontra vários obstáculos para cumprir sua meta: levar água aos lares chapadenses, mas infelizmente é comum alguns bairros da cidade ficarem sem água na torneira por alguns dias, até que os problemas sejam solucionados. E a população chapadense adquiriu novos hábitos de reaproveitamento de água, como a água da máquina de lavar, dos tanques de roupas...que acabam recebendo novos destinos. E assim cenas comuns do cotidiano como a senhora lavando calçada com a mangueira ligada ou o proprietário de veículos como carros e motos os lavando com muita água vão se tornando raras no dia a dia. Sinais da conscientização necessária para viver nestes novos e difíceis tempos de racionamento de água. Mas esse não é um problema exclusivo do Rio Capivarí. O Rio Araçuaí que antes encantava pela abundância de água, possui atualmente um volume de água muito menor que outrora. O Rio Setúbal também diminuiu seu nível de água, mas ainda possui uma boa quantidade de água. E a cidade vai sofrendo com a insuficiente quantidade de água para abastecer a população. As escolas municipais e estaduais tem intensificado os trabalhos de conscientização com os seus alunos. Moradores de cidades vizinhas como Minas Novas, Berilo, Virgem da Lapa, entre outras também relatam em conversas em redes sociais as dificuldades com a falta de chuvas e conseqüentemente a falta de água. Em 2015 apegados na fé, católicos da Paróquia Santa Cruz e o então pároco do municipio padre Victor Hugo do Nascimento realizaram uma penitência durante a Semana Santa: saíram ao Meio Dia da Igreja da Matriz vestidos de preto e com baldes com água na cabeça e subiram rezando sob o forte calor até o Cruzeiro situado na entrada da cidade (pra quem vem de Minas Novas) rogando pela benção da chuva. E choveu em pouco tempo. Muitas pastorais colocam em suas orações pedidos que o município seja agraciado com a água que vem do céu. E essa penitência se repetiu nos anos seguintes na Semana Santa.
Religiosos de outras religiões também dedicam em suas orações pedidos ao grande pai celestial pela chuva. Poços artesianos foram feitos para tentar amenizar temporariamente os problemas. A escassez de água em Chapada do Norte MG além causar enormes transtornos nos lares chapadenses também provoca caos no funcionamento das escolas, hospitais, consultórios odontológicos e outras repartições que são obrigadas a reduzir o período de atendimento. A cidade de Chapada do Norte MG revive constantemente o caos causados pela falta de abastecimento de água.  Entra ano e sai ano e a população do Vale do Jequitinhonha vai sofrendo e convivendo com a escassez de chuvas, a falta de água, com a falta de soluções para este grande problema ambiental e principalmente: sem saber o que será do futuro.
Texto e Fotos: Maurício Costa

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Fotos: Maurício Costa