Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça. Ou quase isso...

Parafraseando Glauber Rocha:"Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça". Ou quase isso.../Desde Fevereiro de 2015.
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10 novembro 2022

40 ANOS DA BANDA TITÃS: INTEGRANTES REMANESCENTES E EX INTEGRANTES DÃO INDÍCIOS QUE IRÃO CELEBRAR JUNTOS A DATA HISTÓRICA

 



A banda brasileira de rock Titãs completou em Outubro de 2022 quarenta anos de atividades no cenário musical. A data faz aumentar a vontade dos fãs por uma celebração entre os integrantes da formação original, hoje o trio Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto; e os ex-integrantes Arnaldo Antunes, Charles Gavin, Nando Reis e Paulo Miklos .

Por volta do horário do almoço os sete músicos citados anteriormente alteraram quase que simultaneamente suas fotos em redes sociais com fotografias e estéticas parecidas. Causando alvoroço entre fãs que já preveem a celebração coletiva das quatro décadas de existência do grupo.

Fica em nós fãs a expectativa por uma comemoração com turnê, entrevistas, gravação de CD,DVD e Vinil; participação em programas de televisão, internet, streaming e rádio, dia de autógrafos e muito mais.

As Fotos são do @bobwolfenson


11 julho 2016

TITÃS APRESENTA NOVA FORMAÇÃO DA BANDA APÓS A SAÍDA DE PAULO MIKLOS

Foto: Silmara Ciuffa

O cenário musical brasileiro amanheceu em 11 de Julho de 2016 com uma notícia bombástica que pegou os amantes do rock nacional de surpresa. Mas precisamente os fãs da banda oitentista Titãs. Um comunicado oficial da banda paulista anunciou o desligamento do músico Paulo Miklos após mais de três décadas no grupo. Segundo a nota Miklos desliga-se da banda por decisão pessoal e para priorizar seus trabalhos individuais.
Horas depois o próprio ex Titãs soltou uma nota sobre sua saída e seu amor pela banda e pela história feita durante toda a jornada no grupo.
E durante todo o dia Titãs esteve entre os assuntos mais falados no Twitter e ambos os comunicados ganharam inúmeros compartilhamentos e comentários na rede social Facebook onde foram oficialmente postadas. Miklos e seus ex-companheiros de banda provavelmente já estavam há algum tempo negociando a data da separação, afinal junto com o comunicado publicou-se duas fotos de divulgação da nova formação da banda. Ambas da Silmara Ciuffa.
Curiosamente a saída do Paulo Miklos acontece em um momento que a banda estava renovada: em turnê com um dos discos mais aclamados pela crítica e pelo público nos últimos anos: Nheengatu. Antes o grupo realizou uma bem sucedida turnê comemorativa do clássico disco Cabeça Dinossauro.  E esses dois discos citados ganharam dois bons DVDs. O quarteto titânico também parecia ter entendido o poder das redes sociais e estavam mais atuantes no Instagram, Youtube, no Twitter, Facebook...E na 27ª edição do Prêmio da Música Brasileira saíram vencedores como melhor banda de pop/rock.
Paulo Miklos eternizou com sua maravilhosa voz canções como Sonífera Ilha, Bichos Escrotos, Diversão, Isso, É preciso saber viver, Porque eu sei que é amor, Domingo, Estado Violência, Antes de Você, Eu e Ela, Senhora e Senhor... Entre tantas outras.
Permanecem da formação original Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto. Mário Fabre que assumiu a bateria após a saída de Charles Gavin permanece com os roqueiros. E a segunda novidade do dia foi a entrada do competente guitarrista Beto Lee filho de Rita Lee e Roberto de Carvalho.
A saída do Paulo Miklos que poderia para muitos indicar o iminente fim da banda enfraquecida pelo desligamento de mais um membro da formação clássica, pode funcionar com uma renovação do grupo. Um ressurgimento! Afinal seguiram na estrada sem Arnaldo Antunes, Nando Reis e Charles Gavin. Mais um recomeço, em mais uma nova formação.
Fica a torcida para que os Titãs continuem por mais muitos anos na estrada fazendo shows, lancem novos trabalhos e sejam ainda muito premiados pelo talento em banda. E que o Paulo Miklos seja feliz nesta nova etapa de sua carreira profissional.
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Foto: Silmara Ciuffa


01 novembro 2015

O ROCK BRASILEIRO AINDA É CARENTE DE UM FESTIVAL DE GRANDE PORTE Á NÍVEL NACIONAL

      O Rock In Rio é sem dúvidas um dos principais festivais de shows no planeta. Méritos do senhor Roberto Medina que acreditou em um sonho e foi á luta para torná-lo realidade. Mesmo assistindo os shows pela televisão temos noção da grandiosidade dos shows e dos artistas. E muitos dos shows nos emocionam pela tela da TV. Então dá para deduzir que a emoção das pessoas presentes na cidade do rock é indescritível. 
          Shows de artistas internacionais consagrados da música só agregam qualidade musical ao festival e confirmam sua importância.
São páginas da música que entram para a história.
Mas o Brasil em cada uma das últimas décadas vem produzindo grandes roqueiros sejam em bandas ou em carreira solo. E muito deles não tem tido a grande oportunidade de participar de um evento de grande porte como o Rock In Rio. Frustrando fãs pelo país afora. 
Existem bons festivais de música realizados no Brasil, seja de rock ou de outros estilos, como, por exemplo: Porão do Rock, Abril Pro Rock, João Rock, Planeta Atlântida, Festival de Verão de Salvador, Lollapalooza, entre outros.
Mas ainda sinto falta de um festival que valorize o rock nacional. Que trate a música tupiniquim como grande atração.  A principal. O show da noite!
Um festival com exclusividade para o rock nacional. Com grande cobertura da mídia. Shows transmitidos em canais da TV paga ao vivo e retransmitidos em compacto na TV aberta hora depois. Como acontece com o Rock In Rio.
Um festival onde o show de encerramento, o mais aguardado, no fim da noite, fosse a cada noite, de artistas como: Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Erasmo Carlos, Rita Lee, Roberto Carlos (embora tenha se tornado um cantor romântico tem história no rock nacional), Marcelo Nova e Sepultura. O antepenúltimo show da noite poderia ser em cada noite do Capital Inicial, Biquini Cavadão, Ultrajer a Rigor, Blitz, Leoni, Humberto Gessinger (ou Engenheiros do Hawaí)  e Léo Jaime. Que sejam antecedidos pelo antepenúltimo show de cada noite, ou seja, por Roberto Frejat (ou o Barão Vermelho), Lulu Santos, Nando Reis, Marina Lima, Arnaldo Antunes, RPM e Paula Toller. Seria a trinca de ouro que encerraria cada uma das noites do festival de rock nacional.  Antes do antepenúltimo show da noite os organizadores ainda teriam a tarefa de escalar em cada noite outros ícones do rock nacional: IRA!, Plebe Rude, Nenhum de Nós, Los Hermanos, Skank, O Rappa e o Jota Quest. E antes deles: Marcelo D2, Raimundos, Pato Fu, Nação Zumbi, Ratos de Porão, Cidade Negra e Tony Platão.
Indo para a abertura dos shows, eles poderiam ter como primeiro show, ainda durante a tarde: Malta, O Terno, Vespas Mandarinas, Vivendo do Ócio, Suricato, Scalene e Garotas Suecas. Os segundos shows na seqüência poderiam ser NX Zero, Detonauta, CPM 22, Cachorro Grande, Pitty, Fernanda Abreu e Jerry Adriani.
Ainda há muitos outros nomes que poderiam compor o cast de atrações do festival: Eduardo Dusek, Cidadão Instigado, Ritchie, Eduardo Araújo, George Israel, Dado Villa-Lobos, Kid Vinil, Fausto Fawcett, Angra, Tianastacia, Autoramas, Fresno, Móveis Coloniais de Acaju, entre tantos bons outros nomes.
Seria interessante que projetos musicais temporários tivessem oportunidade de participar de cada edição: Kleidermam (talvez com outra vocalista), Os Brittos, Panamericana, Pouca Vogal, Os Mutantes com Zélia Duncan, Agridoce, Banda do Mar, uma reedição da Vímana, Paulo Miklos e Quinteto em Branco e Preto cantando Noel Rosa, Tribalistas...

Um Festival que reserve um momento para homenagens em shows tributos á: Raul Seixas, Renato Russo, Cazuza, Cássia Eller, Marcelo Frommer, Chorão e Champignon, Ed Wilson, Mamonas Assassinas...
O festival podia virar DVD/CD/BLURAY para eternizar cada edição. Seria um grande festival. Um Rock In Rio 100% brasileiro!

Mas infelizmente ele ainda não existe!












Fotos: Maurício Costa

05 setembro 2015

DVD TITÃS NHEENGATU AO VIVO (ROCK NACIONAL)

O rock nacional tem um novo motivo para festejar. Já está a venda o DVD Titãs Nheengatu Ao Vivo. Baseado na turnê do último disco da banda paulistana, o especial musical trás de volta o puro rock nacional com muito peso e letras inteligentes abordando assuntos atuais e relevantes. O show começa com o quarteto titânico (Branco Mello, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto) e o baterista convidado Mario Fabre, todos mascarados e mandando um som pesado com Fardado. Sérgio Britto continua nos vocais na segunda música e mandar ver em Pedofilia. Cadáver sobre Cadáver é terceira canção cantada, agora por Paulo Miklos, e depois Branco Mello canta a quarta música do disco novo na abertura do show: Chegada ao Brasil (Terra á Vista). A partir da quinta canção do DVD, já sem as máscaras os roqueiros trazem duas gratas surpresas resgatadas de discos antigos: Massacre e Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas com Britto e Branco respectivamente. Sensacional! Lugar Nenhum e Baião de Dois são as próximas canções. A nona canção é a lindíssima regravação de “Pela Paz”. Um dos destaques do ótimo DVD. Quem são os animais, República dos Bananas, Nem Sempre Se Pode Ser Deus, Diversão, Mensageiro da Desgraça, Fala Renata, Desordem, Vossa Excelência, Televisão, Sonífera Ilha e nos Extras os clássicos : Polícia, Flores e Bichos Escrotos. O cd Nheengatu é sem dúvidas um dos melhores discos de 2014, o DVD Titãs Nheengatu Ao Vivo já está com certeza entre os melhores do ano 2015. E para os saudosistas do rock nacional esta é a melhor opção disponível. É adquirir o produto e ouvir no volume máximo.














Fotos: Maurício Costa
POSTAGEM RELACIONADA:
http://mauricioapcosta.blogspot.com/2015/03/nheengatu-dos-titas-uma-cronica-musical.html

01 maio 2015

O LEGADO DO ACÚSTICO MTV BRASIL NA MÚSICA BRASILEIRA

Concerto, sinfonia, ópera, orquestra sempre foram sinônimos de programa Cult, de grife, carregados de lirismo, poesia, para pessoas que apreciam um espetáculo de qualidade.  Uma oportunidade de assistir um show que faz bem para a alma, poético, com poder de fazer a pessoa sair dali com o espírito renovado, leve. Mas por muito tempo foi um programa que não estava ao alcance do povo, pelo ingresso de alto valor, devido aos locais de exibição como os grandes centros, desfavorecendo aqueles que residem em pontos isolados das metrópoles ou nos interiores do país. E outro fator complementar era o desinteresse de boa parte do público. Os concertos, sinfonias e óperas ainda não são programas populares. Mas guardadas as devidas proporções, no início dos anos 90 surgiu na música popular brasileira um programa de característica similar e que envolveu a MPB, o rock nacional e o samba/pagode. Esse era o especial Acústico MTV Brasil. Um show televisionado pelo canal especializado em músicas e clipes e na maioria das edições foi transformado em CD/DVD e mais recentemente bluray. Esse programa foi durante alguns anos, responsável em unir artistas nacionais com instrumentos como violino, harpa, violoncelo, violão, flauta, gaita, banjo, bandolins, contrabaixo, piano, saxofone, sem os instrumentos elétricos... Em cenários muito bem trabalhados e outros que optaram pela simplicidade, além de convidados especiais que fizeram grandes duetos ao longo de muitos especiais. Um projeto onde os artistas eram convidados para gravar versões acústicas de seus repertórios e que valorizava a canção, onde o público tinha a oportunidade de apreciar a letra. O especial virou moda no país. E alavancou novamente a carreira de alguns ícones da música nacional com altas vendagens e premiações. Fez história no país e até hoje vários artistas nacionais usam o formato acústico em CDs e DVDs para chamar atenção do público, mesmo sem a marca da MTV. Mesmo durante o período que o canal MTV esteve no ar, alguns artistas fizeram acústicos paralelos. Daqueles que foram gravados pela MTV, destaco (os que considero os melhores da série) na ordem: Titãs, IRA!, Cássia Eller, Arnaldo Antunes, Rita Lee, Roberto Carlos, Engenheiros do Hawaí, Capital Inicial, Charlie Brown Júnior, Gal Costa, Os Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Cidade Negra, Zeca Pagodinho, Lobão, Kid Abelha, Ultraje a Rigor, O Rappa e Gilberto Gil. Infelizmente outros artistas poderiam ter gravado o especial e registrar um belo show como Skank, Biquíni Cavadão, Leoni entre outros. Mas não deu tempo. O formato acústico continua na moda e muitos artistas o usam e outros ainda usarão. Particularmente gostaria de ver um dia os Titãs registrando num formato acústico em um mesmo DVD às músicas: Por Que Eu Sei Que é Amor, Antes de Você, Quem Vai Salvar Você do Mundo?, Deixa Eu Sangrar, Ser Estranho, KGB, As Aventuras do Guitarrista Gourmet Atrás da Refeição Ideal, Mesmo Sozinho, Isso,  Canalha, Quanto Tempo, Eu e Ela, Era Uma Vez, Epitáfio, Enquanto Houver Sol, Provas de Amor, Senhora e Senhor, Toda Cor, Meu Aniversário, Eu prefiro correr, Estrelas, e outras. Com aquela produção do acústico MTV de 1997 seria sucesso de público e execução. Mas provavelmente não agradaria os fãs da fase até 1996 da banda. Enfim, o Acústico MTV Brasil acabou. Mas ficou para a história da música discos e DVDs marcantes.















Fotos: Maurício Costa

19 março 2015

CD NHEENGATU DOS TITÃS- UMA CRÔNICA MUSICAL DO PANORAMA DO BRASIL NA ATUALIDADE (ROCK NACIONAL)



A música brasileira é uma das maiores expressões artísticas e culturais do nosso país. São vários movimentos (Bossa Nova, Tropicalismo, Jovem Guarda, Festivais...) que escreveram páginas fantásticas e renderam um acervo maravilhoso de canções. A MPB, a música nordestina, o forró, o rock dos anos 80, a música sertaneja de raiz, o axé, o estilo chamado de brega são alguns gêneros responsáveis por letras e melodias eternizadas em nossas memórias. Mutantes, Novos Baianos e os Doces Bárbaros são alguns grupos já suficientes para um longo período de estudos e descobertas sobre música e história musical. E já há algum tempo é comum presenciarmos debates sobre a decadência da música nacional. Não só referente as letras, mas também á atitude. O Brasil vive há algum tempo uma verdadeira efervescência política, econômica, social e cultural, com escândalos na Petrobrás, Mensalão, racismo no futebol, manifestações de diversas causas no país, crescimento das redes sociais, modismos como a Selfie, falta de água, violência, impunidade, aumento de realitys shows na TV, etc. E a música brasileira durante este período não fez questão de abordar tais assuntos (talvez por desinteresse dos novos compositores, por falta de familiaridade com esse tipo de assunto ou simplesmente por considerar que hoje não haja mais espaço para esse tipo de discussão na música nacional) e as letras da maioria dos hits retratam histórias românticas, desilusões amorosas, letras de duplo sentido, outras carregadas de palavrões ou refrões repetitivos de fácil memorização. Provavelmente visando o lado comercial. Lógico que muita coisa boa que foge desta listagem citada acima foi gravada e lançada no mercado fonográfico brasileiro, mas na maioria dos casos não alcançou a merecida execução nas rádios e reconhecimento do público. Vossa Excelência dos Titãs é um dos poucos exemplos de canção lançada nestes últimos tempos que retrata ou cutuca o atual momento político do país. A música brasileira estava carente de um disco que soasse como uma crônica atual do país. Para lembrar que músicas de protesto, inteligente, com conteúdo, fazem parte do cancioneiro nacional. É só pesquisar. E para mostrar que ainda é possível fazer este tipo de música. Principalmente para as novas gerações de músicos e para a juventude que consome os produtos como CDs e DVDs comercializados na atualidade ou disponibilizados na internet. E este disco veio em 2014. Como já foi amplamente divulgado pela mídia televisiva, revistas, jornais impressos, programas de rádio e principalmente via internet, os Titãs estão com disco novo na praça: Nheengatu é o nome do último álbum da banda paulistana. E o quarteto (Branco Mello, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto) remanescente da formação clássica do grupo foi ousado na composição das canções inéditas deste novo CD. Em plena época em que músicas populares de artistas oriundos de ritmos como funk, sertanejo universitário, axé, pagode, samba, pop e baladas românticas e a sofrência dominam há muitos meses o ranking de execuções em rádios pelo Brasil, lotam shows pelo país inteiro e recebe total apoio dos programas televisivos na TV aberta e na fechada, os Titãs gravaram um disco barulhento, com letras críticas e cutucando várias feridas expostas em nosso país na atualidade. Indo na contramão do que faz sucesso atualmente na música brasileira. Nheengatu é um baita disco na minha humilde opinião. Comprei assim que foi lançado. Já considero um clássico do rock nacional. Comparado pela crítica especializada em música à Cabeça Dinossauro que dispensa comentários. E talvez tal reconhecimento só venha daqui a algumas décadas. Considerando o que faz sucesso hoje, não são músicas para tocar nos programas de rádio (infelizmente, pois mereciam), dificilmente serão temas de alguma novela, que é um recurso que ajuda na divulgação. Mas com certeza canções como Fardado, Pedofilia, Cadáver sobre cadáver, Mensageiro da Desgraça, Quem são os animais, República dos Bananas, Senhor, Fala Renata, Chegada ao Brasil, entre outras deste disco irão ser temas de redação em concursos públicos, algumas de suas frases serão usadas em atividades e trabalhos escolares, em provas do Enem e similares, a maioria destas canções em muitas situações deverão ser usadas como música de fundo de reportagens jornalísticas e em trilhas sonoras de filmes nacionais pelo seu rico conteúdo.  São músicas que permanecerão atuais por muito tempo, como Racismo é burrice do Gabriel O Pensador, Admirável Gado Novo do Zé Ramalho, Que país é este da Legião Urbana, Desordem dos próprios Titãs e tantas outras. O certo é que os Titãs foram muito felizes nestas composições e seria ótimo que mais pessoas tivessem a oportunidade de ouvi-las. Este disco merecia receber os principais prêmios de disco de rock nacional entre 2014 e 2015. Mas nem sempre os melhores discos são os premiados. Por exemplo, Sacos Plástico disco anterior dos Titãs recebeu o Grammy Latino de melhor disco de rock, mesmo sendo muito contestados pela crítica e por muitos fãs da banda, e recentemente os deuses da música tiraram o merecido Grammy do caminho do disco Nheengatu, o prêmio ficou com o tremendão Erasmo Carlos que também está com um trabalho bastante elogiado. Mas isso não apaga o brilho do Nheengatu. E agora a expectativa é sobre a gravação do DVD ao vivo prevista para acontecer no próximo dia 24 de Abril, uma grande oportunidade para além de ouvir, assistir e curtir as performances titânicas acompanhadas pelo baterista Mário Fabre que deu um gás novo ás baquetas e que juntos estão encantando multidões pelo Brasil afora.  Esse dvd deve agradar em cheio os amantes do rock nacional, por trazer um repertório pesado, casando as músicas do disco atual com clássicos dos discos mais pesados da banda. Em plena época que artistas contemporâneos como Roberto Frejat, Humberto Gessinger e Paula Toller deram um tempo em suas bandas tradicionais  e foram realizar trabalhos solos, os Titãs continuam fortes após mais de 30 anos de estrada permanecendo unidos na banda e conciliando com trabalhos paralelos: Branco Mello durante um bom tempo esteve no Encontro com Fátima Bernardes conduzindo pautas relativas à música em uma ótima coluna musical; Paulo Miklos está em dois curtas “Dá licença de contar” onde interpretará Adoniram Barbosa e “Quando parei de me preocupar com canalhas”, apresentou um programa, cantou Noel Rosa com o Quinteto em Preto e Branco, participou do programa Extraordinários; Sérgio Britto lançou recentemente o ótimo disco solo “PURABOSSANOVA”, indicado pra quem gosta de música boa e também desenvolveu um projeto como apresentador e Tony Bellotto continua como colunista em jornais, escrevendo livros e como apresentador de um ótimo programa no Canal Futura.  Muito foi dito sobre o fato da banda ter saído em turnê comemorativa do Cabeça Dinossauro e ter sido estimulada a criar o Nheengatu. Sendo assim o desejo é que saiam em turnês de aniversário do Jesus, O Blésq Blom, Titanomaquia, Acústico, TAMTA... e façam novos discos de inéditas. Então fica a dica para aqueles que desejam escutar um cd e em breve um dvd ao vivo que soa como uma crônica do atual momento do Brasil. E que esse trabalho dos Titãs inspire o rock nacional para que volte para os trilhos da contestação. O pulso ainda pulsa. A música e a história agradecem.

Fotos: Maurício Costa