Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça. Ou quase isso...

Parafraseando Glauber Rocha:"Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça". Ou quase isso.../Desde Fevereiro de 2015.
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27 janeiro 2016

CHUVAS EM CHAPADA DO NORTE MG NO VALE DO JEQUITINHONHA AUMENTAM VOLUME DE RIOS, AMENIZAM A CRISE HÍDRICA E LEVAM ESPERANÇA Á MORADORES.

O mês de Janeiro de 2016 trouxe a partir da sua segunda quinzena a tão aguardada chuva, que tanta falta faz ao povo do Vale do Jequitinhonha. A seqüência de dias chuvosos trouxe um pouco de paz e alegria ao povo que tanto sofreu com a seca no ano anterior. O clima melhorou, o verde das matas reapareceu, o solo tão castigado recebeu pancadas de chuvas, o gado viu a pastagem reaparecer, além de amenizar os problemas da população com a crise hídrica que castiga a região há muitos meses.
Em Chapada do Norte MG o Rio Capivarí que abastece a cidade e estava seco, viu seu volume de água aumentar consideravelmente e novamente a água voltou a percorrer seu curso natural. Ao mesmo tempo em que comemora e agradece a Deus ás bênçãos recebidas com a chuva e o aumento do volume de água, a população chapadense mostra-se preocupada com a ausência de um sistema que represe a grande quantidade de água no Capivarí nestes dias finais do mês de Janeiro.
Os moradores chapadenses sonham com uma represa que armazene a água por um longo período e auxilie no abastecimento de água nos meses seguintes. Mas infelizmente por enquanto é comum assistir o Rio Capivarí com enorme volume de água no período chuvoso e posteriormente vê-lo diminuindo rapidamente assim que cessam as chuvas, até ficar completamente seco.
Ao assistir o gigantesco volume de água no Rio Capivarí através de fotografias e vídeos nas redes sociais e aplicativo de celular ou mesmo ali presente fisicamente no momento os chapadenses vivem um sentimento dúbio, de alegria e tristeza: alegria por vivenciar a obra de Deus que na sua infinita bondade faz a vida e a esperança voltar ao rio através das chuvas; e de tristeza por imaginar que as chuvas vão cessar, o rio vai secar e a falta de água vai castigar a população por muitos meses seguidos.

Embora o período chuvoso traga alguns prejuízos como: estragos maiores e a quase interdição de um trecho da BR 367, muros de adobe que caem, alagamentos em hortas e pastos, casas invadidas por água, telhados com goteiras entre outros. Mas todos são muito pequenos diante do sofrimento causado devido á falta de água nas torneiras por causa da ausência de chuvas e conseqüentemente pelo rio seco, sem água.  



































Fotos: Maurício Costa






Fotos do aplicativo WhatsAPP

02 novembro 2015

RIO CAPIVARÍ QUE ABASTECE CHAPADA DO NORTE MG ESTÁ SECO E A CIDADE SOFRE COM A FALTA DE ÁGUA

A crise hídrica que assola algumas regiões do Estado de Minas Gerais chegou a seu estágio mais crítico em Chapada do Norte MG em 2015. O Rio Capivarí que abastece a cidade no Vale do Jequitinhonha está completamente seco e a cidade padece com a falta de água nos lares chapadenses.
O rodízio no abastecimento de água está cada vez mais constante e há bairros que ficam semanas sem receber água em suas torneiras. Ruas sem água por 15, 20, 25 dias. Causando um verdadeiro caos na vida destas famílias e alterando totalmente a rotina destas pessoas.

As pessoas com poder financeiro para adquirir caixas d’água de 20 á 60 mil litros estão á fazê-lo visando atender suas necessidades comerciais: pousadas, padarias, mercearias e também necessidades pessoais. Outros que são proprietários de veículos com carrocerias têm viajado quilômetros buscando água em seus reservatórios para atividades básicas do dia a dia. Até motoqueiros tem usado seus veículos para carregar vasilhames com água. Cada um se virando como pode. No bairro conhecido popularmente como Bica onde uma água cristalina jorra por uma nascente há durante todo dia uma enorme aglomeração de pessoas que passam o dia todo aguardando em fila sua vez de levar para casa um balde ou outro recipiente com água para atender suas necessidades diárias. Há outros pontos na cidade como no jardim próximo á Igreja de Nossa Senhora do Rosário onde uma torneira é usada para amenizar o sofrimento dos moradores do entorno da igreja e até de pessoas que residem em pontos mais distantes: pessoas com baldes, bacias e outros utensílios para reservar água, aguardam pacientemente sua vez para levar para casa um pouco deste bem tão precioso. 
Virou rotina ouvir o barulho de bomba puxando água para residências da cidade. E as famílias ficam na expectativa, atentas á qual momento chegará água na torneira. Muitas vezes ela chega durante a madrugada e aí não há como deixar a oportunidade passar: é levantar e ir encher os vasilhames.
Como se não bastasse o grande sofrimento causado pela ausência de água em Chapada do Norte, a cidade ainda sofre com o forte calor durante todo o dia e até durante a noite que tem apresentado-se muito quente estendendo-se até a madrugada. E para completar as estradas da BR 367 que dão acesso á cidade seja pra quem chega de Minas Novas ou de Berilo, estão esburacadas e cobertas por um mar de poeira.
Há uma grande preocupação na população chapadense sobre o futuro dos moradores da cidade. Como serão suas vidas se o rio que abastece a cidade está seco e a chuva é cada vez mais escassa na região?
Que providências serão tomadas pensando na solução de tão grande problema?
Ainda não há respostas para tais questões. Mas há a certeza que tal problema a cada dia que passa vai tomando proporções muitos grandes. E conforme o tempo vai passando, mas difícil fica para resolvê-lo.














































Fotos: Maurício Costa