Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça. Ou quase isso...

Parafraseando Glauber Rocha:"Uma câmera na mão e um breve conhecimento na cabeça". Ou quase isso.../Desde Fevereiro de 2015.
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01 maio 2019

ACHANTI PROMOVE "TURISMO COMUNITÁRIO NO JEQUITINHONHA" E VALORIZA A CULTURA, O ARTESANATO, A CULINÁRIA , FÉ E RESISTÊNCIA NEGRA


    Um grupo de turistas esteve em Chapada do Norte MG no dia 1º de Maio de 2019, feriado do Dia do Trabalho. Eles participavam do projeto “Turismo Comunitário no Jequitinhonha” organizado e articulado pela Achanti. Os turistas foram recebidos na cidade por Carlos Eduardo, Marília Lourenço, Mauro Lourenço e Celeizinha Lourenço, todos da Achanti e conduzidos até a Capela do Rosário.
     Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário os visitantes foram recepcionados pelos integrantes da Irmandade do Rosário. Os irmãos do Rosário Olimpio Soares Rodrigues, Marcone Evangelista e Maurício Costa fizeram uma explanação sobre a tradicional Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte que ocorre anualmente no mês de Outubro. Paulo Toffoleti, artesão conversou com os visitantes e relatou sobre seus conhecimentos sobre a festa, a Capela do Rosário e o artesanato local. Outros irmãos do Rosário, jovens e cidadãos chapadenses compareceram a Igreja do Rosário e prestigiaram o evento.
     Os Tamborzeiros do Rosário de Chapada do Norte foram convidados pela Achanti e realizaram uma apresentação que contagiou os visitantes pela força das cantigas, danças e batuques de tradição africana e louvores a Virgem do Rosário.
     Ao final houve um momento de agradecimento mútuo, por parte dos irmãos do Rosário e Tamborzeiros e dos turistas que agradeceram muito pela riquíssima apresentação dos Tamborzeiros e pelos relatos sobre a Festa do Rosário.
      Os turistas ao final da visita fizeram a doação de um tambor aos Tamborzeiros.
      No roteiro detalhado apresentado pela Achanti após o almoço os turistas iriam para a comunidade quilombola de Poções apreciar a culinária local e a arte do grupo Caboclos do Surubim. No roteiro ainda estava previsto que no dia anterior os turistas estariam em Minas Novas vivenciando o Terço Cantado e entrevista com o mestre Antonio Bastião.
Fotos: Maurício Costa














27 janeiro 2016

CHUVAS EM CHAPADA DO NORTE MG NO VALE DO JEQUITINHONHA AUMENTAM VOLUME DE RIOS, AMENIZAM A CRISE HÍDRICA E LEVAM ESPERANÇA Á MORADORES.

O mês de Janeiro de 2016 trouxe a partir da sua segunda quinzena a tão aguardada chuva, que tanta falta faz ao povo do Vale do Jequitinhonha. A seqüência de dias chuvosos trouxe um pouco de paz e alegria ao povo que tanto sofreu com a seca no ano anterior. O clima melhorou, o verde das matas reapareceu, o solo tão castigado recebeu pancadas de chuvas, o gado viu a pastagem reaparecer, além de amenizar os problemas da população com a crise hídrica que castiga a região há muitos meses.
Em Chapada do Norte MG o Rio Capivarí que abastece a cidade e estava seco, viu seu volume de água aumentar consideravelmente e novamente a água voltou a percorrer seu curso natural. Ao mesmo tempo em que comemora e agradece a Deus ás bênçãos recebidas com a chuva e o aumento do volume de água, a população chapadense mostra-se preocupada com a ausência de um sistema que represe a grande quantidade de água no Capivarí nestes dias finais do mês de Janeiro.
Os moradores chapadenses sonham com uma represa que armazene a água por um longo período e auxilie no abastecimento de água nos meses seguintes. Mas infelizmente por enquanto é comum assistir o Rio Capivarí com enorme volume de água no período chuvoso e posteriormente vê-lo diminuindo rapidamente assim que cessam as chuvas, até ficar completamente seco.
Ao assistir o gigantesco volume de água no Rio Capivarí através de fotografias e vídeos nas redes sociais e aplicativo de celular ou mesmo ali presente fisicamente no momento os chapadenses vivem um sentimento dúbio, de alegria e tristeza: alegria por vivenciar a obra de Deus que na sua infinita bondade faz a vida e a esperança voltar ao rio através das chuvas; e de tristeza por imaginar que as chuvas vão cessar, o rio vai secar e a falta de água vai castigar a população por muitos meses seguidos.

Embora o período chuvoso traga alguns prejuízos como: estragos maiores e a quase interdição de um trecho da BR 367, muros de adobe que caem, alagamentos em hortas e pastos, casas invadidas por água, telhados com goteiras entre outros. Mas todos são muito pequenos diante do sofrimento causado devido á falta de água nas torneiras por causa da ausência de chuvas e conseqüentemente pelo rio seco, sem água.  



































Fotos: Maurício Costa






Fotos do aplicativo WhatsAPP